"All our words are but crumbs that fall down from the feast of the mind."
- Kahlil Gibran, Sand and Foam 

Screen Shot 2018-10-21 at 11.13.56.png

solimar 

words whispered

“a tumultuous day in december when I landed in her home, escaping briefly my own homelessness. walls, counters, corners mantled with stories. an affair with shapes and hues spanning three decades. contradictory moods navigated in different aesthetics and ranging from drawing, painting, collage, to printing and mosaic. islamic calligraphy assembled in minuscule tiles, prostitutes mellowing on the beach in watercolour, ethereal soulandscapes in oil, a crucified voluptuous female rendered in golden cubes. a textured tale of phases–evolution, regression, circularity amid the spaces and times inhabited. some of the earlier works vibrant chromatically and maximalist in composition. more recent paintings slide into the gloomy, abstract, minimalist. their apparent simplicity contrasts yet the technical precision and lyrical flow surfacing when zooming in on details like tree trunks or horizons. layers, textures, shades–extensions of the chaos within. desert and ocean: polarity yet resemblance. both vast mazes, as the mazes within her mind and fingertips.”

“what is it, major Lawrence, that attracts you to the desert?” “it’s clean”

squiRA

Ligamentos

Mesmo que eu carregue

Atlas sobre meus ombros

E ele, os céus...

Dei de ombros à vida

e decidida a não carregar seu peso,

defini teus ombros como meu refugio

Descanso para minha cabeça

Esta sim carregando todas as dores do mundo

Enquanto a tela do cinema mostra dores que não são minhas

Nem suas.

Dores que abrem a compotas rio de lágrimas represados...

Teus ombros nus são caminho seguro para a gota Clavícula, lago salino, repouso derradeiro

Meus últimos suspiros

Desejo

Tantos ligamentos em teus ombros

E foi na ruptura que nos encontramos

edra de moraes - brazilian poet

floresta

 

há uma floresta

eu não a adentro, ela adentra em mim

esta paisagem da mente, estes rios que não atravesso

cachoeiras imaginárias são quedas da alma

este azul que vela tudo e me revela

bruma que tateio, luz difusa que atravesso

há um floresta 

eu não a vejo, eu a sinto

esta mandala da vida

galhos, espinhos, gotas

tudo tão fluído e veloz 

é a vida

há uma floresta

e depois da floresta, dos galhos, das gotas, dos espinhos

um paraíso, uma casa, uma praia, teu colo

_ mas será preciso atravessar a floresta em ti

me disse a floresta, de árvore para árvore

edra de moraes - brazilian poet